quinta-feira, 6 de maio de 2010
palavras em uma madrugada qualquer
Um olhar vazio ao teclado. A inspiração vai como se nunca estivesse aqui. Palavras perdidas que busco no fundo de minha mente. Mas minha mente não diz nada. Não procuro por palavras alheias, procuro por palavras certas, para que eu posso expressar-me do modo mais simples e sincero.
Não tenho o dom de saber me expressar. Minhas palavras saem como uma ponte estilhaçada pelos ventos. Saem tortas. Digo sem dizer. Tento me expressar de modo que voce entenda o que sinto, o que meu coração quer dizer, mas ele não fala sua lingua. Seu olhar me faz perceber que estou andando em circulos. Não importa o quanto eu ande, nunca sairei daquele estereótipo que você criou especialmente pra mim.
Suavemente ando para seguir. Seguir em frente. Apenas em frente, nada mais. Não quero mais olhar para baixo e me ver preso à você. Queria poder simplesmente largar sua mão e seguir outra direção. Uma direção em que eu não possa mais sentir teu perfume, que me alucina, só de pensar que já cheguei tão perto. Um abismo no qual queria mergulhar de cabeça.
"Eu sei muito bem, a raiva que dá
A gente soca as paredes sem se importar
Mas o que é que nos faz quebrar a cara de novo, e de novo, sem jamais desistir?"
Faço de suas palavras, as minhas, caro amigo. Por mais que todo esse sangue esteja no chão, não consigo parar. A vida é feita de feridas e mais feridas. Algumas se fecham rapidamente, outras ainda estão abertas, jorrando sangue no seu azuleijo branco.
As pessoas esperam de mim algo surreal à minha realidade. Não por eu ser incapaz, mas por não estar na minha linha daquilo que chamo de plano carnal.
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