sábado, 15 de maio de 2010
Sabe aquela dor que você achava que nunca ia passar, que seus sentimentos, mesmo que aquela pessoa esteja muito longe, e que você não vai mais vê-la com frequência, nunca iam passar ?
Hoje eu aprendi um pouco mais sobre isso, e vou dividir com vocês.
Eu tive uma grande amizade no passado, um enorme amor platonico também, e considerei uma amiga como uma irmã pra mim, tudo isso por apenas uma pessoa, e ao mesmo tempo. Normal ? Não sei. Só sei que como podem imaginar, não acabou muito bem, brigamos e nos separamos (aliás, a justificativa dela foi que eu a ajudava de mais, e que me envolvia muito na vida dela.), tudo isso foi num final de ano, e no ano seguinte estaríamos ainda na mesma escola, mas não mais na mesma sala, mas eu a via todos os dias, da mesma forma. E eu sempre pensava "a dor nunca vai acabar." . Os primeiros meses foram muito difíceis pra mim, e esse, é o primeiro estágio de uma grande separação, é como se um punhal fizesse um grande corte em você, a ferida ainda está exposta e você ainda sente muita dor. Conforme passaram-se uns 3 meses, comecei a pensar que tudo tinha mesmo acabado, que ela não ligava pra mim, e uma palavra que me ajudou muito em todo o tempo surgiu em minha mente, o "foda-se". Algumas pessoas acham que o "foda-se" é uma palavra chula e que não deveria ser usada, ainda mais num blog como esse e tudo mais, mas não vou mentir pra vocês, meu povo, o "foda-se" ajuda sim os problemas que temos na vida, faz pararmos de pensar naquilo que hoje não vale mais a pena gastar nem mais um minuto. Bom, voltando à linha de pensamento, comecei a conhecer novas pessoas, e assim ocupar minha mente com outras bobagens de crianças da minha idade (na época, 17), e até que funcionou, ai a ferida foi desinfectada e tratada, estava pronta para cicatrizar.
Ao longo desse tempo, me concentrei em novas coisas, novos sentimentos que mostravam a mim mesmo, que ainda estava vivo, mesmo com aquela perda. Mas não digo que foi fácil, pelo contrario, toda vez que eu olhava pra ela, eu imaginava, o que eu tinha feito de errado, e como queria ir até lá e dar um grande abraço nela. E essa vontade não passava, aliás, não passou.
Hoje, depois de um pouco mais de um ano de que não vivo mais na vida dela, percebo que a ferida foi fechada, com muita dor e sofrimento, mas a cicatriz continua lá, e toda vez em que ela é tocada, sinto de novo tudo aquilo que senti e que não sentia a tempos.
Falei com ela agora, ela está bem. O que me fez ir falar com ela ? Bom, a saudade é uma âncora aos meus pés.
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